sábado, fevereiro 16

Bem Vinda a Coleção Livro Lamparina. Mais Daniel Leite para crianças.




Daniel da Rocha Leite


Para quem “Escrever para criança é sonhar junto com ela um primeiro sonho” e literatura de criança é sonho e não cartilha, porque “mais tarde este sonho, se bem sonhado, ajuda a afirmar outros sonhos”, conversar à luz de uma lamparina, com um menino marajoara, que disse gostar de ler e que vive intensamente as histórias que lê, foi o necessário para trazer à luz, livros que contam histórias de rios, gentes e esperanças. O que se deu com o escritor e poeta paraense, Daniel da Rocha Leite, numa noite de “apagão”, em Soure, no Marajó.

Os nativos acenderam suas lamparinas e Daniel ficou acordado, “vendo o rio passar à minha frente, ele, o rio e as suas costas prateadas”. A experiência foi tão intensa, que o escritor trouxe um daqueles rudimentares instrumentos de iluminação, pra guardar para sempre as imagens daquela noite. E a conversa com o caboclinho despertou ideias para a Coleção Livro Lamparina.  “Seja diante das chamas tremeluzentes do fogo da luz de uma lamparina, numa casa de rio, ou sob a luz branca de um apartamento, desde o início, até o para sempre, viver é contar histórias”, diz Daniel.


No primeiro volume da Coleção Livro Lamparina, A História das Crianças que Plantaram Um Rio, Daniel desenvolve seu lirismo “quase sacro”, identificado pela autora de ensaios sobre teoria literária, Lilia Silvestre Chaves, no prefácio do livro “Peso Vero”, também de autoria de Daniel Leite, em parceria com o poeta Paulo Vieira.

Prosa e poesia misturam-se e completam-se no texto de Daniel, com profundo sentimento, sem cair no sentimentalismo piegas. A História das Crianças que Plantaram Um Rio é uma leitura acessível e apaixonante, que provoca encantamento do início ao fim. É uma história de Vida, numa época em que a morte da natureza é recorrente nos noticiários. Nela o autor sublinha o que mãos de criança, de qualquer idade, podem fazer em prol da humanidade.

Com a Coleção Livro Lamparina, que tem ilustrações de Maciste Costa, Daniel realiza o sonho de dedicar-se mais à literatura infantil. Com o livro infanto-juvenil “Procura-se um Inventor”, desenvolvido a partir da pergunta de uma criança, “quem inventou as palavras?”, Daniel recebeu o prêmio “Rafael Costa”, da Academia Paraense de Letras. E com sua extensa obra em poesia, contos, crônicas e romances, o autor recebeu diversos prêmios, a exemplo do “Girândolas”, ganhador do Prêmio Samuel Wallace Mac-Dowell, da APL, em 2008.

O primeiro livro lamparina será lançado no dia 04 de outubro deste ano, a sete dias do Dia das Crianças e uma semana antes do encontro do povo paraense com sua padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, diz o autor. O local ainda não está definido, mas tanto o Banco da Amazônia, quanto a Secretaria de Cultura do Estado do Pará, já sondaram Daniel, quanto ao futuro lançamento.  

No que depender de Daniel, o livro será lançado também, em Soure. Afinal, diz ele, foi lá que tudo começou. O que é certo, é que haverá doações para escolas públicas, concretizando o sonho do autor, de “dividir o Pão da Palavra”. 

A Coleção Livro Lamparina foi um dos projetos culturais selecionados pelo Edital de Patrocínios, do Banco da Amazônia, de 2012, para projetos a se realizarem em 2013. Entre os mais de quatrocentos apresentados, foram selecionados por aquele Edital, 41 projetos de natureza cultural, 24 de cunho social, 17 da área ambiental, 55 voltados para exposições e 5 de caráter esportivo. Todos de pessoas e entidades dos diversos Estados da Amazônia Legal.

O Edital de Patrocínio é uma modalidade de seleção pública, disciplinada pela Instrução Normativa nº 01/09 da Secretaria de Comunicação Social – SECOM, da Presidência da Repúbica, que conceitua o patrocínio como “apoio financeiro concedido a projetos de iniciativas de terceiros, com o objetivo de divulgar atuação, fortalecer conceito, agregar valor à marca, incrementar vendas, gerar reconhecimento ou ampliar relacionamento do patrocinador com seus públicos de interesse”. Nos editais de patrocínio, do Banco da Amazônia, evidencia-se o prestígio a projetos que valorizem o que é legitimamente amazônico e favoreçam a cidadania das comunidades carentes.

8 comentários:

  1. Dom da palavra, Arte e prosa poética, Natureza viva, Imaginação fértil, Esperança e fé, Legado de cultura e saber amazônico. Aplausos antecipados no aguardo da luminosa Lamparina.

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    1. Ana celeste, seu comentário é um estímulo pra eu continuar. E as observações que vc faz ao estilo do nosso amigo Daniel, com as consoantes evidenciadas formando o nome dele, revelam a sua sensibilidade e a habilidade para escrever acrósticos um beijo.

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  2. Não dá para falar em Daniel da Rocha Leite sem cometer pleonasmo. Redundante, também, é falar da excelência do trabalho de Maciste Costa, um dos mais completos artistas plásticos destas ribeiras. Que venha, pois, essa Lamparina mágica para alumiar nossos sonhos.

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  3. Mestre Jura, seu comentário enriquece este blog. Um grande abraço, amigo.

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  4. Nossa ele é um divo demais adorei :)

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  5. esse livro e muito irteressante!! ooooooooooooooooooo

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  6. vc ta doida eu sou a delegada

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