quarta-feira, maio 22

CATALINAS E CATALINEIROS





Catalina amerissando. Imagem do Blog do Rocha, de Manaus-AM.

-         Passageiros em trânsito!!!!
(pausa)
-         Passageiros locais!!!!

       Era assim que, com sua potente voz,  o Sr. Moisés Cohen, agente da Panair do Brasil em Parintins, Amazonas, minha terra natal, anunciava aos passageiros que, em breve, o Catalina da Panair do Brasil iria levantar vôo, das barrentas águas do Rio Amazonas, no rumo de Manaus ou de Belém, e escalas, dependendo do avião estar “de subida” (se estivesse indo para Manaus), ou “de baixada” (no rumo de Belém).

      Aí, os passageiros pegavam a catraia, grande canoa movida a remo, conduzida pelo Osvaldo, o catraieiro responsável pelo trajeto porto-avião-porto, e seguiam na direção do hidroavião, que ficava fundeado, em frente à rampa lateral ao mercado municipal da cidade. Após a entrada de todos os passageiros no avião, a catraia se afastava e então, as hélices começavam a girar. Daí a pouco, o Catalina levantava vôo e seguia sua rota. Eu contemplava o banzeiro que se formava naquelas águas e acompanhava com o ollhar, a subida da aeronave, até se perder no horizonte. Imagens como essa, nunca se apagam na memória da gente. A chegada e a saída do Catalina da Panair movimentavam a cidade.

      Felicidade total, foi quando lá pelo início dos aos 60, eu entrava num Catalina, junto com meu saudoso pai Octacílio José Pessoa Ferreira, para fazer minha primeira viagem a Belém do Pará. Realização de dois  sonhos, voar num Catalina e conhecer a Metrópole da Amazônia.

(cai o pano)

        Uns 50 anos depois, em 2012, na visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, ao Hospital da Aeronáutica, em Belém, então comandado pelo amigo Coronel Médico Camerini, conheci o segundo sargento reformado, Walter Florentino de Souza, um Catalineiro. A conversa girou inevitavelmente sobre Catalinas e Catalineiros. Um gostoso papo saudosista em que conheci detalhes interessantes daquele hidroavião. Ao saber de minha vivência em relação aos Catalinas, Florentino ratificou um convite que, antes, já me fora feito pelo meu irmão de ordem, Enock Rabelo, também da reserva da Aeronáutica, o convite para ingressar na ABRA-CAT,  Associação Brasileira dos Catalineiros e colaborar para o fortalecimento dessa entidade que reúne os remanescentes trabalhadores nos catalinas e todos aqueles e aquelas que, de alguma forma, tiveram contato com os Catalinas, inclusive como passageiros.

      O Catalina era um avião bimotor, de uso militar durante a Segunda Guerra Mundial, construído pela empresa Consolidated Aircraft, para transporte e vigilância aérea. A Força Aérea Brasileira-FAB utilizava os Catalinas, em missões de patrulha no litoral brasileiro.

    Conhecido como Patachoca, em razão de sua aparência enquanto  flutuava sobre as águas, o Catalina voava a 250 Km por hora e  tinha autonomia para 4 mil quilômetros. Era movido por dois motores Pratt & Whitney, de 1.200 HP, cada um deles. Media quase 20 metros de comprimento, por 32 metros de envergadura de asas, aí incluídos os 2 flutuadores, as “canoinhas”, encaixadas nas extremidades das asas, que se dobravam verticalmente, no momento da amerissagem e facilitavam a flutuação e o equilíbrio da aeronave.

      Com o fim da guerra, o catalina já sem a couraça de guerra, dos canhões, das metralhadoras e bombas, assumiu uma nova função, a de busca e salvamento. Em 1958, foi reconfigurado para servir como cargueiro, prestando inestimáveis serviços à Amazônia, carente de infraestrutura aeroportuária. Só um avião anfíbio, que pousa em terra e na água, poderia operar na Amazônia com seu mundo de águas e atender as cidades que, logicamente, surgiram ao longo das calhas dos nossos rios, que Rui Paranatinga Barata poeticamente disse, serem as nossas ruas. Os rios, as ruas da amazônia.

      A partir de 1950, os Catalinas passaram a ser explorados comercialmente.  A empresa Panair do Brasil, utilizando os famosos PBY5 de 16 lugares e cadeira de vime, transportava passageiros entre as cidades amazônicas, numa rota que seguia basicamente a calha do rio Amazonas.    

      Os Catalinas amerissavam junto às cidades de Curralinho, Gurupá, Altamira, Monte Alegre, Santarém e Óbidos, no estado do Pará. Prosseguiam estado do Amazonas a dentro, servindo às cidades de Parintins, Itacoatiara, Manaus, Coari, Codajás, Tefé, Fonte Boa, Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Benjamim Constant, e adentrava o território peruano, alcançando as cidades de  Pebas e Iquitos.  

      Durante quase 20 anos, a Panair e seus catalinas desempenharam importantíssimo papel, na integração das cidades ribeirinhas da Amazônia, como descreve com extrema competência e felicidade raramente vista nos romances históricos, Ademar Ayres do Amaral, em sua densa obra “Catalinas e Casarões”, Edição do Autor, 2009. Ademar narra inclusive, os vínculos que se estabeleceram entre tripulantes da Panair do Brasil e pessoas da família dele.    

      Em 1966, o regime militar implantado no Brasil, dois anos antes, decretou a quebra da Panair do Brasil, num processo, até hoje, carente de explicações. As linhas aéreas internacionais daquela empresa, passarama a ser operadas pela Varig e as domésticas, inclusive a da Amazônia, pela então Cruzeiro do Sul, que mais adiante, foi absorvida pela Varig. A Cruzeiro ainda operou com os Catalinas, até 1968, quando os Patachocas foram “encostados”, passando então, a empresa,  a operar com os Douglas DC3, com uma particularidade. No extenso trajeto entre Belém e Manaus, apenas uma escala, em Santarém, ante a carência de aeroportos. O governo federal comprometeu-se a construir campos de pouso, tarefa que ficou a cargo da COMARA- Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, que passou a construir aeródromos nos diversos municípios da Amazônia, não necessariamente nas cidades ribeirinhas.
DC-3  da extinta Panair. A partir de 1968, a Cruzeiro passou a operar na Amazônia, com esses aviões.
        A brusca suspensão das concessões da Panair do Brasil teve efeito catastrófico para as cidades ribeirinhas da Amazônia, em sua grande maioria aglomerações humanas de  pequeno porte, mas que mesmo assim, eram servidas pelos Catalinas. A partir de então, passageiros das cidades do Médio e Baixo Amazonas, por exemplo, passaram a se deslocar de barco, às vezes em condições precárias,  até Santarém, para, de lá, pegarem um avião, para Manaus ou para Belém.  Isso quem tinha boas condições financeiras. Os menos abonados passaram a utilizar unicamente o transporte fluvial que,  com o sucateamento da frota branca da ENASA, Empresa de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará, ficaram entregues a um  incipiente e precário transporte fluvial. Mas, isso é pauta para outra matéria.

        Com a extinção por decreto da Panair do Brasil, os Catalinas retornaram às Bases Aéreas da Força Aérea Brasileira.

        Na manhã do dia 19 de julho de 1984, o 6525, o último C-10 Catalina, que realizara seu último vôo oficial, em 12 de junho de 1982, na Base Aérea dos Afonsos/RJ, deu adeus aos céus da Amazônia, mais precisamente de Belém do Pará.

        Aquele  avião, que tem História, foi totalmente reformado na Base Aérea de Belém, por uma equipe de especialistas da FAB, de que o mecânico de estrutura de aviões, Florentino, fez parte. Essa equipe foi muito elogiada pelos veteranos pilotos americanos Roy E. Degan e Lee Andrews, os condutores do último Catalina, para os Estados Unidos, que se disseram impressionados com o estado de conservação e a capacidade operacional do velho Patachoca e elogiaram a FAB, por conservá-lo tão bem, em que pesem  os 40 anos de emprego operacional.  

       A solenidade de despedida do último Catalina, estava  marcada para a véspera, dia 18, mas um pequeno detalhe, na pressão do óleo de um dos trens de pouso, levou ao adiamento da viagem. O que não impediu o sobrevôo do C-10, 6525 sobre Belém, já com as cores da Airplane Sales International Corp., de Santa Mônica/Califórnia, que o comprou. Naquela ocasião, se pode ler sob o bojo do avião, “Adeus FAB, Adeus Brasil”.

       É quase impossível a um Catalineiro descrever esse fato histórico da aviação brasileira e particularmente da Amazônia, sem se emocionar. Especialmente ao lembrar que a despedida do último Catalina se deu exatamente, na véspera do dia 20 de julho, data de aniversário de Santos Dumont, patrono da Força Aérea Brasileira.

     

          A importância social dos Catalinas para as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seja nas operações da FAB, seja na exploração comercial da linha aérea, pela Panair do Brasil me motiva a escrever um romance histórico em que se conte a saga dos Catalinas, lance luzes sobre esse período da nossa História ainda obscuro, se analise e se traga a público o real significado da presença dos Catalinas, na Amazônia.
         

           

sábado, maio 4

Para quem gosta de escrever e de poesia (ou O Escritor e Seu Instrumento).





          O apego ao instrumento de trabalho é uma tônica entre as pessoas que escrevem. Seja entre os que fazem desse ofício uma atividade profissional e dela sobrevivem, ou entre aqueles que não viveriam em paz se não “colocassem no papel”, o fruto de suas pesquisas e reflexões, de suas angústias, enfim, tudo aquilo que se traduz  nos seus textos. Esse apego do sujeito ao instrumento sobreleva, nos dias de hoje, quando os textos são produzidos nos PC's e notebooks, que estão cada vez mais popularizados e  podem ser levados para todos os lugares.

A impressão que me dá é que a unidade computadora, como dizem nossos irmãos lusitanos, pega até os cacoetes do seu usuário, que pode até escrever num equipamento similar, mas com certeza, sem que sua produção seja igual ao que faria, se estivesse usando sua própria máquina.    Assim, é angustiante quando você, por alguma   razão, fica longe do seu “confidente fiel”, como diz o Toquinho, na sua música “O Caderno”, que, na verdade, era o notebook ou o tablet da criança, na época que a música foi composta.

Recentemente vivi uma situação dessas. Passei  cinco dias sem meu notebook. Na linguagem popular da informática, ele “deu pau”. Graças a Deus, já estou trabalhando nele e parece até que as ideias estão me vindo com mais clareza e fluindo muito melhor.

          Nos dias que estive ausente, aliás, que meu notebook esteve ausente de mim, só não fiquei “fora do mundo” porque o smartphone me proporcionou contato com  os amigos e as facilidades que ele permite. Mas, para escrever, para produzir textos  não é a mesma coisa. Esse tipo de equipamento limita a gente, ou, pelo menos a mim é assim. Provavelmente os usuários de tablets não sintam tanto a diferença. Não sei. Confesso uma fraqueza: tive um tablet e não me acostumei com ele. Pelo menos com aquele que eu tive. Quem sabe, mais adiante, me desafie novamente e seja melhor sucedido.

          Pois bem, quando eu pus “a boca no mundo”, pelo smartphone, anunciando minha angústia por estar sem meu notebook, um fraterno amigo e conterrâneo , mas que é um tremendo gozador, o Gláucio Silva, não perdeu a oportunidade de me “encarnar”. Colocou à minha disposição uma máquina datilográfica Olivetti, em perfeitas condições de uso. Dei o troco à altura. Pedi que ele me enviasse a máquina, por e-mail. Kkkkkkkk.

          Mas a brincadeira do Gláucio não foi de todo, fora de propósito. Apenas, em razão do abençoado avanço tecnológico, a máquina datilográfica soa hoje extemporânea, como peça de museu. Especialmente para as gerações que se alfabetizaram nos computadores. Tanto é assim que, um dia desses, meu sobrinho Enzo Vasconcelos Pereira, diante de uma jurássica máquina datilográfica, não teve dúvida, ao observar espantado, o funcionamento do “monstrengo”: - “Legal esse computador, né pai? Ele não precisa de impressora. Tu bate a letra e ela já sai impressa no papel”. Kkkkkkk. Coisas de criança do século XXI.

Antes dos computadores, as máquinas datilográficas eram, como diz a colunista Rejane Barros “oquiá”. Lembro-me quando chegaram as primeiras máquinas de escrever elétricas de esfera. Um sucesso. Você aferia o nível dos escritórios, em função da presença ou não de máquina datilográfica elétrica. Especialmente se ela tivesse “apagamento automático”, o que aposentou as fitas corretivas de erros.



Às máquinas datilográficas, muito mais se apegavam seus usuários. Era um relacionamento quase marital. Possivelmente, antes delas, esse vínculo deveria acontecer em relação às penas e às canetas tinteiros.





Guisepp Ghiaroni imortalizou o vínculo do escritor com sua máquina datilográfica, neste poema, que eu compartilho agora, com você:




MÁQUINA DE ESCREVER

- Giuseppe Ghiaroni

Mãe, se eu morrer de um repentino mal,
vende meus bens a bem dos meus credores:
a fantasia de festivas cores
que usei no derradeiro Carnaval.

Vende esse rádio que ganhei de prêmio
por um concurso num jornal do povo,
e aquele terno novo, ou quase novo,
com poucas manchas de café boêmio.

Vende também meus óculos antigos
que me davam uns ares inocentes.
Já não precisarei de duas lentes
para enxergar os corações amigos.

Vende, além das gravatas, do chapéu,
meus sapatos rangentes. Sem ruído
é mais provável que eu alcance o Céu
e logre penetrar despercebido.

Vende meu dente de ouro. O Paraíso
requer apenas a expressão do olhar.
Já não precisarei do meu sorriso
para um outro sorriso me enganar.

Vende meus olhos a um brechó qualquer
que os guarde numa loja poeirenta,
reluzindo na sombra pardacenta,
refletindo um semblante de mulher.

Vende tudo, ao findar a minha sorte,
libertando minha alma pensativa
para ninguém chorar a minha morte
sem realmente desejar que eu viva.

Pode vender meu próprio leito e roupa
para pagar àqueles a quem devo.
Sim, vende tudo, minha mãe, mas poupa
esta caduca máquina em que escrevo.

Mas poupa a minha amiga de horas mortas,
de teclas bambas, tique-taque incerto.
De ano em ano, manda-a ao conserto
e unta de azeite as suas peças tortas.

Vende todas as grandes pequenezas
que eram meu humílimo tesouro,
mas não! ainda que ofereçam ouro,
não venda o meu filtro de tristezas!

Quanta vez esta máquina afugenta
meus fantasmas da dúvida e do mal,
ela que é minha rude ferramenta,
o meu doce instrumento musical.

Bate rangendo, numa espécie de asma,
mas cada vez que bate é um grão de trigo.
Quando eu morrer, quem a levar consigo
há de levar consigo o meu fantasma.

Pois será para ela uma tortura
sentir nas bambas teclas solitárias
um bando de dez unhas usurárias
a datilografar uma fatura.

Deixa-a morrer também quando eu morrer;
deixa-a calar numa quietude extrema,
à espera do meu último poema
que as palavras não dão para fazer.

Conserva-a, minha mãe, no velho lar,
conservando os meus íntimos instantes,
e, nas noites de lua, não te espantes
quando as teclas baterem devagar.

          Guiseppe Artidoro Ghiaroni, nasceu em 22 de fevereiro de 1919, em Paraíba do Sul, Minas Gerais. Foi poeta  e jornalista,  imortalizou-se no Rio de Janeiro, na época áurea do Rádio, em que seus poemas, lidos ao microfone pelos locutores da Rádio Nacional, eram sucesso em todo o país. Suas atividades jornalísticas começaram no jorrnal A Noite. Ghiarone sempre desenvolveu intensa atividade, sendo a  última delas, na produção da Escolinha do Professor Raimundo, da Rede Globo. Faleceu em 21 de fevereiro de 2008.

          Lembro-me de um disco de vinil compacto com 4 faixas, que continham 4 poemas de Ghiaroni, “O Dia das Mães”, “O Dia dos Pais”, “Presente de Natal Para um Órfão de Guerra” e “O Aniversário do Meu Amor”, que havia na minha casa, na minha adolescência. Eu não cansava de ouvir e ouvir, na eletrola de  casa, chegando até a decorar algumas delas. Acho que vem daí meu fascínio por Poesia e sua interpretação. E também, meu interesse pelo Rádio, meu primeiro emprego, como locutor.


          Hoje, nossos textos são feitos nos computadores, sendo mais comuns os notebboks. Esse instrumento de trabalho de quem escreve, também já foi cultuado poeticamente por Raimundo Gadelha, no seu poema





“Desconhecidas Sendas”
No computador
vejo um móvel quase pensante
E, neste instante, sou um ser perplexo
mergulhado na busca de um desconhecido nexo
Olho minuciosamente o monitor
como que nele querendo entrar, tocando na tecla
(uma única que fosse) de um espírito possível
Mas, chumbado, ele se mantém impassível
Tento, então, fantasiar o caminho de suas ideias
por chips, placas megabytes
E piegas que sou, fico a romancear,
contemplando esta misteriosa estrada
de onde bifurcam lógica e emoção
Mas quem garante quem é o que?
Neste exato aparente momento sou emoção digitadora
O computador é tão só a captação do que tento ser
Mas quem e o quanto de emoção sentia quando criava?
Tudo é paraíso e inferno únicos
Programado e programável, tudo reside na essência
Um chip, um disquete, uma alucinação qualquer resgatável
E de tudo, aquela sensação que programa nenhum decodifica
De onde  advém esta simultânea certeza de força e insegurança?
A verdade é que no meio de tanta informática, falta explicação
E não falo de Deus ou da origem do Universo,
falo sim dos links do interior com este mundo externo
Se opero o programa é porque programado fui
Se não faço o que sempre quis, programado fui
Sendo assim, vou conjugando verbos galaxiais
que não entendo, mas com os quais tenho certa intimidade
E penso se a preposição não seria um fragmento da alma
que, além da ação, busca conexão com os fatos...
Abaixo todas as guardas e sou receptivo por inteiro
Um Deus que ainda desconheço
Os bruxos
O computador
Os duendes
Os trancosos
Que tudo se chegue e (mesmo sem entendimento) se harmonize.

          Esse poema é inserido no livro “Pra não esqueceres dos seres que somos”, editado em 1998, que contém um CD encartado, com os poemas, todos de Gadelha. Hoje, uma das preciosidades de minha biblioteca.

          Raimundo Gadelha, é formado em Publicidade e Jornalismo pela Universidade Federal do Pará, com especialização na Universidade de Sophia, em Tóquio, Japão, onde viveu durante três anos, depois de ter estudado em Nova York. Poeta e fotógrafo, sua obra percorre o romance e a poesia, geralmente associada à fotografia. Trabalhou durante três anos como editor da Aliança Cultural Brasil-Japão e, em 1994, fundou a Escrituras Editora.  (Fonte:http://www2.bienaldolivro.ce.gov.br/). 

          

        É isso aí, caro leitor. Quem escreve, não sem razão, desenvolve um vínculo profundo com o instrumento que utiliza para produzir. E seduzir.