quarta-feira, setembro 12

“ARRASTADO PELA CORRENTEZA” SERÁ LANÇADO NA FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO.




                Lançamento de livro imperdível, na próxima edição da Feira Pan-Amazônica do Livro. Trata-se do “Arrastado pela Correnteza”, de autoria do meu amigo Roberto Carvalho de Faro.  
            Roberto tem considerável produção literária. Escreveu os romances “Juntando os Cacos”, “Arrastado pela Correnteza”, “Depois da Tempestade” e “O Guindaste Amarelo”, os contos “A Criança e a Guerra”, “Que deus é esse?”, “Casos do Mestre Porfírio”, “Presságios & Promessas” e os livros de poesias, “Tempos Líricos” e “Dimensão do Tempo”.
            Sobre “Arrastado pela Correnteza”, Ildefonso Guimarães, pai, diz que nele, o “leitor se depara com a personagem central, transpirando mistério, surgida num cenário amazônico de tanta nitidez, que somente um hábil desenhista, como sói ser na realidade o autor do romance, poderia pintar com tal poder de minúcias. Inopino, com sua indagativa figura, Florêncio (o protagonista) é introduzido na estória e mostrado numa espécie de caleidoscópio de acontecimentos emergentes, todos de inalterado desdobramento factual, em que as portas se lhe abrem num crescendo de acontecimentos felizes, até o clímax inesperado, quando a correnteza o conduz ao surpreendente desfecho, que o leitor naturalmente encontrará lendo o texto galvânico de Roberto de Faro”.
            “Afinal, quem é Florêncio para Terezinha (Teca) e para os leitores? Na força dos seus dezenove anos, era mulher para o que desse e viesse. Não enjeitava trabalho, ainda mais ao lado do homem que amava e respeitava.  A cada dia mais crescia o amor e mais aumentava o respeito. E esses dois sentimentos entrelaçados deviam-se à personalidade incompreensível, mas cativante de Florêncio, que dava sempre a impressão de estar no limiar entre dois mundos tão opostos. Um, bem terra-terra, palpável e até primitivo. O outro, volátil, indecifrável, fora de alcance e compreensão. Talvez essa ambiguidade fosse a causa e o motivo da atração que aquele homem exercia sobre as pessoas. E isso sem intenção nem cálculo. Terezinha, sem atinar, sentia-se fisgada por esse incompreensível sentimento. E por todos os meios lutaria para continuar assim: uma ardorosa devota de uma entidade perto/distante; palpável/intangível. E Florêncio, refestelando-se com a deliciosa comida, jamais poderia imaginar que estava sendo cultuado pela jovem companheira, como se fosse um Deus”, é a descrição dos personagens, na orelha esquerda do livro.
            O lançamento, iniciativa da Academia Paraense de Letras e da Editora Paka-Tatu, será no estande da Academia Paraense de Letras, na Feira Pan-Amazônica do Livro, no dia 23 de setembro, domingo, a partir das 11 da manhã.
            Vamos prestigiar o lançamento da obra desse caboclo amazônida, que nasceu Roberto Carvalho, mas optou por inserir, em seu nome literário, sua terra de origem, Faro, no Oeste do Pará,  e hoje, é premiado escritor e imortal da APL. 

Um comentário:

  1. Grande lançamento!

    Roberto Carvalho de Faro é desses geniais escritores que todo brasileiro - especialmente os paraenses - deveriam ler.

    “Arrastado pela Correnteza” vai ser a estrela da próxima edição da Feira Pan-Amazônica do Livro.

    As obras de Faro são como pão na mesa do mundo.

    Boa dica, Octávio!

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