segunda-feira, setembro 15

NÃO FAÇA DA INTERNET UMA “ARMA”. A VÍTIMA PODE SER VOCÊ.




          O alerta pra não se levar a sério tudo o que está na rede mundial não surpreende quem já “sacou” que a Internet é uma fonte secundária de informações, ou seja, alguém postou “nas nuvens” este ou aquele dado pretensamente verdadeiro, mas que nem sempre corresponde à realidade. A comodidade proporcionada pelo Dr. Google induz a erros que se agravam com a repercussão que fazemos da informação inverídica. É sempre aconselhável checarmos a veracidade do que vemos ou lemos na rede. Dá trabalho? É claro que dá.

          Nem me refiro à Wikipedia, que por sua natureza interativa, em que o usuário pode lançar ou acrescentar informações àquela enciclopédia virtual, é a fonte menos confiável da Internet.

          Cuidado redobrado com as citações é necessário. Estas são as campeãs de atribuição de autoria equivocada. Também ocorre com frequência publicação de textos que existem de verdade com atribuição de autoria diferente da verdadeira e ainda, textos de qualidade discutível escritos por pessoas que maliciosamente os atribuem a autores consagrados. Luiz Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabour são exemplos de figuras públicas que já foram vítima desses “equívocos”. O efeito viral das postagens em rede potencializa o erro. Até o pretenso autor comprovar não ser dele o texto, o estrago já está feito.

          Certa feita a Lei de Murph, “se algo de errado pode acontecer, prepare-se porque vai acontecer” funcionou ironicamente a meu favor. Uma pessoa bem informada e “lida” me passou aquela citação “De tudo na vida ficaram três coisas: A certeza de que estamos sempre começando... A certeza de que precisamos continuar... A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...Portanto, devemos: Fazer da interrupção um caminho novo. Da queda um paço de dança... Do medo uma escada... Do sonho uma ponte...”, como se fosse de Fernando Pessoa. Gostei do conteúdo e guardei o texto.

          Mais adiante, vislumbrei a oportunidade de utilizar a citação. Inseri-a no fecho de um discurso que eu faria num evento em que a citação “cairia como uma luva”. Só que na última hora fui informado pelo cerimonial de que apenas a autoridade maior usaria da palavra. A essa altura, eu já tinha pesquisado na Internet, onde a frase veio sob forma de poema, com foto estilizada do Fernando pessoa, com óculos, guardachuva e tudo mais. Ante a informação do cerimonial, senti-me vítima da Lei de Murph. Havia pesquisado, preparado o discurso, mas por desconhecimento de regras, meu investimento de tempo foi pra lixeira. 
     
          Depois disso, participei de um treinamento que se encerrou com aquela frase, mencionando-se como autor Fernando Sabino. Fiquei “encucado” e discretamente questionei uma das consultoras quanto à “verdadeira” autoria. Ela me afirmou categoricamente ser de Fernando Sabino, mineiro que nem ela, na obra “Encontro Marcado”. Dada a convicção dela, mudei minha opinião sobre a autoria da sentença e passei a ficar com “um pé atrás” com as informações do Dr. Google, que na realidade é um sujeito passivo. Ele aceita passivamente a “aplicação" de qualquer um.

          Só que eu continuei perseguido por aquela frase. Eu já estava tranquilo com a certeza da autoria do Fernando Sabino, quando passados alguns meses ouvi de conhecida autoridade paraense, em seu discurso de despedida do cargo que ocupava, aquela frase com a sonoridade que lhe é peculiar e, “catapimba!”, lá o “indigitado”, visivelmente emocionado, atribuiu a autoria da citação a Fernando Pessoa. Aí minha cabeça “deu um nó”. Afinal de contas, o homem é culto. Acendeu-se então em mim o espírito de auditor, cargo que eu ocupava à época, em relação àquela citação. Pensei, agora só sossego quando tiver a comprovação da veracidade. O pior, não lembrava o título do livro que a consultora mencionara. Assim, passei a questionar as pessoas que eu considerava autorizadas a dirimir minha dúvida. Foram professores de literatura, mestres, doutores, até um reitor. Mas ninguém me respondia com segurança. A mim não interessava somente que alguém “matasse a cobra e mostrasse o pau”. Eu queria ver a cobra morta e segura pelo rabo.

Quem me tirou da aflição foi a professora, doutora em Fernando Pessoa, Amarilis Tupiassu. Colocada a par da minha questão, poucas horas depois me ligou informando que realmente a frase não é do Fernando Pessoa, mas do Fernando Sabino, na obra “Encontro Marcado”. Comentou comigo o momento em que a frase é escrita no romance, as circunstâncias em que os personagens se encontravam e por último, mencionou o número da página do livro.

Mais uma vez obrigado, professora Amarilis. Eu que nunca fui seu aluno, mas sei de sua competência, me tornei mais ainda seu admirador incondicional. Tanto assim que depois, submeti à sua apreciação as crônicas que então eu vinha escrevendo e foram inseridas no livro “Causos Amazônicos”, que na primeira edição foi chancelado com a sua opinião, juntamente com as do professor Oswaldo Coimbra e “in memoriam” do professor Meirevaldo Paiva.

Definitivamente esclarecida a dúvida quanto à autoria da citação, agradeci penhoradamente a Deus por eu ter sido poupado de falar naquele evento. Eu também, ia ler com toda ênfase a bela e profunda frase e atribuir a autoria a Fernando Pessoa, como eu julgava ser à época. Com a certificação do Dr. Google.


          

terça-feira, setembro 2

ADIADO O 100 MIL POETAS & MÚSICOS POR MUDANÇAS. EVENTO DA AMAZÔNIA/2014


       


      O evento da Amazônia do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças/2014” programado para o dia 27 deste mês de setembro, no Anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, foi adiado. Por ser um evento que se realiza em todo o mundo no último sábado de setembro de cada ano, toda a programação deverá se realizar no dia 26 de setembro de 2015, com a mesma semântica “Belém, porto-poema da Amazônia”, os mesmos objetivos- oportunizar espaço aos músicos e poetas sem acesso às pautas dos poucos espaços culturais de Belém,  proporcionar ao grande público oportunidade de assistir apresentações de obras de interesse social e concorrer para que Belém seja reconhecida como Capital Amazônica da Poesia. Fica mantida para 2015, a homenagem ao violonista e pesquisador Salomão Habib por sua pesquisa acerca da obra de Tó Teixeira, sendo  o conteúdo do evento gravado em DVD e editado em livro, para distribuição às videotecas, bibliotecas, escolas, universidades e a receita das vendas ao público destinada à entidades de interesse social como o Paravida, a AVAO, dentre outras.

A necessidade de espaço fechado e com acústica para a homenagem a Habib, inclusive com a apresentação do pianista Edu Toledo, que compôs especialmente para essa homenagem a música “Belém, porto-poema da Amazônia, terra de Tó e Habib” foi decisiva para o adiamento. Até porque a chuva que cai todos os anos durante o evento poderia prejudicar de forma irreversível a programação. Buscamos por espaço com as características adequadas, mas todas as alternativas estão comprometidas no dia 27.

Ante essa realidade e por já estar a programação toda estruturada, afastou-se a ideia de fazer-se um evento “meia boca” apenas para cumprir tabela. E sendo o 100 Mil Poetas uma ação voluntária de cidadania, não institucional, nada impede o adiamento da realização para o próximo ano. Nesse meio tempo vamos inserir o evento nas Leis de Incentivo Fiscal a fim de participar dos Editais de patrocínio, captar recursos e realizar um evento de qualidade, em espaço adequado.

Registramos aqui nossos agradecimentos aos nossos apoiadores dos anos anteriores, Fundação Pará 2000, Sol Informática, Bureau de Mídia e TV RBA, e também, aos que apóiam por acreditarem na iniciativa e pedem discrição quanto à divulgação de seu nome. Também agradecemos à Cromaki Comunicação Total e à Poligraph Soluções de Impressão, na pessoa de seu diretor, o publicitário/empresário Nailson Guimarães, pelo incentivo e apoio que nos emprestou este ano. Todos com certeza, estarão conosco nos próximos anos.

Agradecemos também à equipe técnica que nos assessora e nos incentiva com suas opiniões e seu trabalho, Paulo Assunção, produtor musical, Hudson Andrade, produtor teatral, Rosenaldo Sanches, empresário/sonorização de eventos. Agradecemos também à poeta Ducarmo Souza que já fez a poesia com a semântica “Belém, porto-poema da Amazônia”, que permanecerá inédita até o próximo ano.  

Comissão Organizadora:
Rita Melém
Benny Franklin
Daniel da Rocha Leite
Octavio Pessoa 

sexta-feira, agosto 22

Alunos de Engenharia de Alimentos da UFPA conquistam 1º. lugar em evento mundial no Canadá.



           
O Team Cookitos


Os alunos da graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos, da Universidade Federal do Pará/UFPA, Ana Clara Vasconcelos, Ed Junior, Lívia Martins e Thais Andrade conquistaram o primeiro lugar no principal evento internacional da área de Engenharia de Alimentos, o IUFOST (International Union of Food Science Technology) Students Fighting Hunger, em Montreal, Canadá. Os estudantes desenvolveram o Projeto Cookitos que obteve um biscoito nutritivo para crianças em idade escolar, a partir de matérias primas da Amazônia dentre elas a mandioca.

O Projeto Cookitos faz parte da Mani que é a Rede de Pesquisa para o Desenvolvimento Tecnológico da Cadeia Produtiva da Mandioca, vinculado ao PPGCTA- Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, do CNPQ- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e da FAPESPA- Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa, que na Universidade Federal do Pará é filiado ao ITEC, Instituto de Tecnologia da UFPA.

Sobre a conquista, a estudante Thais Andrade diz no Facebook que depois de tanta emoção, alegria, satisfação e queda da ficha, sim demorou a cair, diz ela, manifesta seu “agradecimento à nossa professora Dra. Luciana Ferreira Centeno, que tanto nos incentivou, apoiou para que esse trabalho fosse perfeito”.  Estende também seus agradecimentos à família e a seu amado que “aguentou todos os meus choros, desesperos, segurou na minha mão e sempre falava que no final tudo daria certo. E não é que deu mesmo?”

Ana Clara Vasconcelos também no Face, agradece “à nossa Orientadora prof. Dra. Luciana Ferreira por todo incentivo, toda atenção e por nos ajudar sempre em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis, Nosso muito Obrigado! Estamos muito felizes de conquistar este prêmio e que nossa conquista sirva de incentivo à todos os alunos da FEA-UFPA, para que cada vez mais possamos mostrar todo potencial que o nosso curso de Engenharia de Alimentos da UFPA possui! Particularmente, quero agradecer aos meus pais, Cláudia Vasconcelos e José Mário Mário que fizeram de tudo pra que eu pudesse estar aqui hoje vivendo esse dia tão especial! Aos meus familiares que torceram por mim, obrigada gente! E por fim mas não menos importante a Meu Deus nosso senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora que tenho certeza de que sem eles NADA disso seria possível! MUITO OBRIGADA!!!”

Thais e Ana Clara são unânimes em agradecer também às professoras Alessandra Lopes e Vanessa Botelho por terem acreditado no grupo e também, à Prefeitura Municipal de Belém, que apoiou a presença dos estudantes no Canadá.

       Acrescenta Ana Clara “Pra quem acompanhou de perto toda a nossa luta sabe o quanto foi difícil chegar até aqui! Os obstáculos foram muitos, as noites sem dormir e o choros também! Mas tudo valeu à pena! Superamos TUDO e estamos muito felizes em conquistar um prêmio tão importante como esse e sabemos o quanto isso irá contribuir para a nossa vida profissional. Ganhamos! Levamos o nome da nossa instituição para o mundo! Hoje mostramos que o curso de Engenharia de Alimentos da UFPA tem potencial para competir de igual para igual com as melhores universidades do mundo!”

         A professora Luciana Ferreira Centeno, PHD em Food Science and Technology pela Cornell University, que ingressou como bolsista de pós doutorado e hoje é professora substituta da UFPA parabeniza o “team Cookitos”, dizendo “a Vitoria de vocês era certa! Agradecimentos a professora Alessandra Lopes pelo apoio do Projeto Mani do PPGCTA (CNPQ e FAPESPA) e aos diretores da Faculdade de Engenharia de Alimentos, Vanessa Botelho e do Instituto de Tecnologia/ ITEC, pelo empenho junto à Prefeitura de Belem, que juntos possibilitaram que TODA a equipe pudesse representar a UFPA no principal evento internacional da nossa área e trazer a Vitoria para o nosso programa! Team Cookitos UFPA: 1st Place IUFOST Students Fighting Hunger - Montreal, Canada! Alunos, sonhem, trabalhem, lutem e não desistam nunca como fez a equipe Cookitos! Vocês irão longe!”

       Parabenizo minha filha Luciana pelo reconhecimento do Team Cookitos, aos alunos da equipe pela conquista de tão importante premiação e cumprimento os professores e dirigentes da FEA e ITEC/UFPA que com sua lucidez apoiaram a equipe. Atitudes dessa natureza são cruciais para o fortalecimento e afirmação da Faculdade de Engenharia de Alimentos e da Universidade Federal do Pará como Instituições de ponta.

Que incentivos desse quilate sejam a tônica hoje, amanhã e sempre, prestigiando docentes e discentes que, como os que foram vitoriosos no IUFOST Students Fighting Hunger, projetam o nome da Faculdade de Engenharia de Alimentos, da Universidade Federal do Pará e do Brasil em escala mundial.



             









sexta-feira, agosto 1

O VOO DEFINITIVO DE UM CATALINEIRO




João Esmério entre seus irmãos catalineiros. Agachada, a filha Carla 


O amigo e irmão catalineiro João Esmério fez no dia 30 de julho de 2014 seu último voo. Não. Ele não foi de Catalina, o avião que tanto amava, nem em qualquer outro avião. Fez um voo solo com destino ao Reino do Senhor.

Como mecânico de voo ,  João Esmério tinha mais de 14 mil horas de voo em Catalina, aqueles aviões anfíbios que aterrissavam nos modestos aeroportos e principalmente amerissavam em frente às cidades situadas nas caudalosas águas do rio Amazonas e seus afluentes, realizando relevante papel social e econômico para os municípios ribeirinhos da Amazônia. Cumprido seu papel de avião de guerra, após o segundo Grande Conflito Mundial, o Catalina foi adaptado para o transporte de passageiros e funcionou como avião militar principalmente nas buscas e salvamentos e também foi explorado comercialmente  no transporte de passageiros pela Panair do Brasil e depois, pela Cruzeiro do Sul que em 1968 aposentou os Catalinas.



Carla Marajoara, filha de João Esmério, corta o bolo de aniversário
Doente há algum tempo, João Esmério no dia 27 de junho foi homenageado por seus pares da Abra-Cat, a Associação Brasileira dos Catalineiros, conhecidos simplesmente como Catalineiros, que transformaram o aniversário de Esmério numa confraternização da corporação, com direito inclusive a show da filha de Esmério, a artista Carla Marajoara, e almoço comemorativo na Base Aérea de Belém, onde está estacionado um dos últimos Catalinas presentes no Brasil, o outro se encontra no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Acho que naquela ocasião Esmério viu pela última vez o avião que tanto amou.

A família catalineira ficou de luto. Mas consciente de que com a “arremetida” definitiva de João Esmério, passamos a ter mais um anjo voando não apenas sobre os céus da Amazônia ou do Brasil, mas junto ao Senhor intercedendo por todos nós, seus irmãos catalineiros.




(saiba mais sobre catalinas e catalineiros, acessando http://blogdooctaviopessoa8.blogspot.com.br/2013/05/catalinas-e-catalineiros.html)

sexta-feira, julho 25

De almas e águas índias, Edu Toledo no 100 Mil Poetas & Músicos por Mudanças

Edu Toledo com o livro Ay Kakyri Tama , de Márcia Kambeba


            Nesta estada carioca, encontrei na última quarta-feira com o músico Edu Toledo, que é instrumentista (pianista),cantor e compositor, arranjador e professor, que foi aluno de Amilton Godoy, Itiberê Zwarg e Cristóvão Bastos e na área erudita de concerto, da compositora americana Rami Levin e na do jazz, de Edsei Gomez. Edu foi professor da UniBrasília/DF e do curso de especialização  do Instituto de Arte Contemporânea, atuando em shows e gravações inclusive em emissoras de televisão como TV Globo e TV Record.
Márcia Waina Kambeba

              A conversa foi longa e varou madrugada. O “mote” foi a entrega dos mimos enviados pela artista Márcia Waina Kambeba a Edu, que vai fazer a trilha sonora do próximo trabalho dela, o documentário em vídeo “De Almas e Águas Índias” tema de autoria do escritor Daniel da Rocha Leite, roteiro de Márcia Kambeba e Octavio Pessoa, imagens de Maurício Panzera e artes do DVD e da capa, de Jorge André.

            Nesse trabalho, Márcia vai ampliar o universo de seu primeiro documentário que foi dirigido à sua nação indígena, a Omágua Kambeba, do alto Solimões, no Estado do Amazonas. Desta feita Márcia, a pedido de seus parentes indígenas, vai alcançar os bravos guerreiros das mais diversas nações.


     
Aproveitei a oportunidade do encontro para presentear Edu com um exemplar do meu Causos Amazônicos e convidá-lo para estar conosco no 100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças, Evento da Amazônia/2014, que será no dia 27 de setembro, sábado, das 18 às 22 horas e homenageará o músico paraense Salomão Habib, por sua pesquisa de mais de 25 anos acerca da Obra de Tó Teixeira. A presença de Edu em Belém será uma grande oportunidade para o contato pessoal entre profissionais da música e com o público.

           


                Em meu retorno a Belém, me dedicarei full time à produção do  100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças, que este ano avança em sua profissionalização e promete uma programação que certamente agradará o público.


Edu com o livro de Salomão Habib 



           


domingo, junho 22

AJUDANDO A ESCREVER O FUTURO

         
Professoras Rita,, Francy Léa, Ierecê, Conceição  e Selma 
        Na quarta-feira, dia 18 de junho, estive na Escola Salesiana do Trabalho, “batendo papo” com adolescentes e jovens, durante oficina promovida pelas professoras de Língua Portuguesa, Conceição Santos Lima,  Ierecê Damasceno Pereira de Sousa, Rita Barbosa, e Selma Nazaré Jesus de Sousa, sob a coordenação da professora Francy Léa Resende.


            A oficina é uma atividade da etapa escolar do regulamento da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro/2014, que é voltada para a formação de professores objetivando a melhoria do ensino, da leitura e da escrita nas escolas públicas brasileiras. A Olimpíada originou-se do Programa Escrevendo o Futuro da Fundação Itaú Social e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), que o realizavam desde 2002. Nos anos pares, o Programa realizava concurso entre os alunos das quartas e quintas séries do ensino fundamental com o tema “O lugar onde vivo”, trabalhado nos gêneros Reportagem, Texto de Opinião e Poesia e nos ímpares oferecia aos professores, ações de formação presencial e à distância.



          A partir de 2008, firmada parceria, o Ministério da Educação incluiu o Programa no seu Plano de Desenvolvimento da Educação como uma ação denominada Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, ampliando o universo dos alunos participantes do certame. De lá para cá o Programa foi se aperfeiçoando a cada ano, oferecendo meios e instrumentos para professores e alunos, como os Cadernos Virtuais lançados este ano, adaptação da Coleção da Olimpíada ao suporte digital, com linguagem hipertextual e diversos recursos multimídia, como áudios, textos para projeção, vídeos e jogos.


     Pelo regulamento, os alunos devem escrever um texto, em Língua Portuguesa, original e de autoria exclusiva, sobre o tema “O lugar onde vivo”, nas modalidades Poema para os alunos dos quinto e sexto ano, Memórias Literárias para os de sétimo e oitavo anos do ensino fundamental. Os alunos do nono ano do ensino fundamental e primeiro ano do ensino médio devem escrever uma Crônica e os dos segundo e terceiro anos, um Artigo de Opinião. Em se tratando de uma Olimpíada, os trabalhos apresentados pelos alunos e professores podem ser premiados em nível municipal, estadual e nacional.

          Uma estratégia frequentemente utilizada pelos organizadores das oficinas é convidar um profissional da comunidade habilitado a conversar com os alunos, para que eles tenham mais elementos para sua redação. Foi com esse objetivo que meu nome foi indicado pelo amigo e professor Edward Martins de Aquino. 



A partir das crônicas do meu livro “Causos Amazônicos” e comentários sobre meus projetos literários, conversei com mais de 600 adolescentes e jovens do oitavo ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio, dos turnos da manhã e da tarde. Com muita interatividade buscamos juntos caracterizar os gêneros literários que vão desenvolver e os elementos necessários para bem se escrever, ficando evidenciada a importância da leitura.



No final, convidaram-me a comparecer à Mostra Cultural do dia 21 de novembro, quando os alunos da Escola Salesiana do Trabalho realizarão atividades em reconhecimento à atividade por mim desenvolvida com eles. Estarei presente sim, pois foi muito gratificante o enriquecimento da convivência com jovens e adolescentes e também, com professoras comprometidas com resultados.

          A Escola Salesiana do Trabalho fica na Avenida Pedro Miranda com a Travessa Alferes Costa, no bairro da Pedreira, em Belém. É uma instituição de ensino fundada pelo Padre Lourenço Bertolusso em 1962, voltada para o público carente de formação profissional. Desenvolve vários programas educativos, desde o ensino fundamental e médio, até a iniciação profissional para adolescentes.




quinta-feira, junho 19

ENCONTRO DE GENTE




          Copa do Mundo. Encontro de povos, de gente de diversas culturas. Rara oportunidade de convivência entre diferentes e de se exercitar a visão não etnocêntrica, essa tendência humana de se considerar as normas e valores da própria sociedade ou cultura como critério de avaliação das demais. E de se compreender que não existe cultura boa ou ruim, mas que há culturas com costumes e valores diferentes. Um momento pra se refletir sobre o nosso jeito de ser.

Foi o que se deu depois do jogo de estreia da seleção japonesa. Os nipônicos limpando todo o estádio ao final do jogo, não foi nenhuma lição de “caso pensado”, sim o exercício de uma prática natural entre pessoas daquele povo que habita uma ilha onde um terço apenas do território é arável, portanto habitável e que é frequentemente sacudida por terremotos, tsunamis e outros abalos sísmicos e ainda, sofreu os efeitos de duas bombas atômicas na II Guerra Mundial e teve sua economia fortemente abalada nas últimas décadas do século passado. Situações adversas que levaram o povo a relevar o bem-estar coletivo em detrimento do individual. Especialmente após a segunda grande guerra, quando precisaram reconstruir o país, sendo esses valores transmitidos de geração à geração, o que leva cada japonês a guardar no bolso o lixo eventualmente produzido fora de casa e a colocá-lo no recipiente próprio quando chega em sua residência.

          O exemplo nos coloca de encontro à nossa triste realidade. Vivemos num país de dimensões continentais, potencialmente rico, pouco atingido por intempéries de grandes proporções, o que talvez explique nosso “estar à vontade” nosso individualismo, nossa deseducação em que, por exemplo, cidadãos ditos “de bem”, madames, “patricinhas” e “mauricinhos” levam sem nenhum constrangimento seus cachorros para fazer cocô na via pública, pra ficar apenas num exemplo comum e sintomático.

          De repente me alonguei no que pretendia ser apenas um parágrafo introdutório. O que quero compartilhar com você, caro leitor, é um encontro singular de pessoas, de gente, todavia tendo o mesmo mote da introdução: Copa do Mundo e encontro de gente. O fato se deu na fila do caixa de um supermercado, quando providenciava minha colaboração para os “comes e bebes” durante o jogo de estreia da seleção brasileira na casa de um amigo.

          Encontrava-me no “rabo” de uma das filas de caixa, quando chegou um senhor de idade e pediu-me para “guardar o seu lugar”, informando a quem chegasse depois, enquanto ele estivesse ausente. Falou-me ainda que a esposa dele estava fazendo as compras, por sinal também pra levar pra casa de um amigo, onde iriam assistir ao jogo. Acrescentou que ele estava “cuíra” pra tomar um café e por isso iria ausentar-se por alguns instantes. Perguntou-me se eu também gostaria de tomar um cafezinho. Agradeci a gentileza e assumi o compromisso de guardar o lugar dele.

          Na sua volta, quando a fila já crescera exponencialmente, prosseguimos aquele gostoso diálogo. Logo percebemos sermos meio xarás. Ele Luiz Octavio e eu Octavio José. A partir dessa identificação, o “papo” fluiu como dois velhos conhecidos. Tanto quanto eu, ele é aposentado, no caso dele, da UFPA, onde foi professor do Departamento de Engenharia Mecânica. Mas o que mais me chamou atenção foi a afirmação dele de que nunca ao longo de sua vida profissional fez tantas coisas como faz agora e se sente tão útil. Isso acentuou nossa identificação, porque é assim que eu me sinto, depois de 35 anos de serviço público.

          A conversa fluía tão intensamente que parecia não estarmos ali no meio daquele tumulto. Daí a pouco chegou a esposa dele com uma quantidade significativa de produtos nas duas mãos. Não usava um carrinho. Não tive dúvida de sugerir o compartilhamento do carrinho que eu ocupava, pra que ela também acomodasse suas compras. Notei a forma como ele me olhou diante do meu gesto espontâneo. Havia um misto de surpresa, agradecimento e emoção.

          Conversamos até o momento de eu passar minhas compras. Pra mim e com certeza pra ele foi como se o tempo não houvesse passado. Na verdade foi curto para tanto aprendizado recíproco. Ao nos despedirmos ele disse algo que me deixou com a alma mais leve. Falou que por tudo o que ele ouvira, certamente muita coisa importante eu já fiz na vida, mas que de todos os títulos que eu possa ter, há um que talvez nunca ninguém me tenha outorgado, mas que é o mais importante de todos. Você é GENTE, sentenciou ele.

          Pra mim foi um encontro de GENTE. Um encontro de afins, segundo Artur da Távola na crônica “Afinidade o sentimento que resiste ao tempo e ao depois”. Não trocamos cartões nem telefones, mas tenho certeza de que o dia que nos reencontrarmos, o “papo” vai prosseguir normalmente como se nenhuma interrupção tivesse ocorrido e como se o tempo não houvesse passado.

          Ah meu meio xará! Quem dera se as pessoas se olhassem mais com o espírito desarmado e sem qualquer preconceito se acolhessem mutuamente, mesmo nas condições adversas, se houvesse mais cooperação e menos competitividade. Certamente todos viveriam mais felizes e o mundo seria muito melhor.                   


          

terça-feira, junho 10

BELÉM, PORTO-POEMA DA AMAZÔNIA






       
      
Muito proveitosa a reunião de ontem à noite dos organizadores do Evento da Amazônia do 100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças que apreciou o Projeto apresentado pelo empreendedor sócio-cultural Octavio Pessoa, para a realização do evento de 2014. O produtor musical Paulo Assunção enriqueceu a proposta, especialmente com a inclusão de prestadores de serviços estratégicos para o sucesso do evento e sugestões voltadas para o aprimoramento da estrutura de palco.    
          

 O evento terá como semântica, por inspiração do escritor Daniel Leite, “Belém, porto-poema da Amazônia”, em face da  indiscutível efervescência cultural que vive a capital paraense especialmente no campo da Poesia e confirmando a tese do reconhecimento de Belém como a Capital Amazônica da Poesia.
  Por isso a logomarca deste ano terá o ícone permanente do Evento da Amazônia, a Samaumeira  do Hangar, mixada à foto do porto de Belém da perspectiva da Estação das Docas com destaque para os guindastes, um ícone de Belém. Resultado da fusão das imagens da Samaumeira em foto de Ylen Brito e do porto de Balém, de autoria do publicitário Nailson Guimarãoes. 
     A programação deste ano será no sábado, dia 27 de setembro, de 18 às 22 h, no Anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, data em que mais de 1.000 eventos similares serão realizados em mais de 100 países do mundo. É a versão amazônica “100 Thousand Poets & Musicians for Change”, idealizado pelos poetas e ativistas Michael Rothenberg e Terry Carrion e trazido para Belém pelo poeta Benny Franklin.

  Os poetas americanos propõem a reunião de poetas, escritores e músicos com o público da sua comunidade, nos mais diversos lugares do planeta, para apresentarem sua obra e desenvolverem temas como a busca da paz mundial, da sustentabilidade do planeta e outros afins, mesclados a assuntos de interesse da própria comunidade, sendo assim um evento glocal- que harmoniza interesses globais e locais. A Stanford University/USA chancela e registra todos os atos dos 100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças pelo mundo afora, por identificar na proposta um movimento histórico de repercussão mundial.
Desde 2012, um grupo de poetas, escritores e músicos identificados com a proposta vem realizando em Belém, o Evento da Amazônia assim chamado por ser o pioneiro na região norte do Brasil. Naquele ano, adotaram a semântica “Fazer da Paz Um Verbo”, em 2013 “Por Um Rio de Paz na Cidade das Águas”, sempre inspiração de Daniel Leite. Nas duas vezes, mais de duas dezenas de poetas que raramente teriam oportunidade nos espaços culturais da cidade, se sucederam no palco do Anfiteatro São Pedro Nolasco, em blocos intercalados por números musicais. E artistas de reconhecida produção também apresentaram ao grande público obras de relevante importância social, como se deu no ano passado com o poeta, escritor, compositor e produtor cultural Carlos Correia Santos.
Essa característica do Evento da Amazônia de abertura de espaço para poetas, escritores e músicos com potencial produtivo ou mesmo com produção concretizada mas de pouco conhecimento público e também a  oferta de oportunidade para  artistas renomados apresentarem obras de relevante importância social ao grande público motivou os presentes na reunião a ratificarem a proposta de incremento da profissionalização do Evento da Amazônia. 
   Eles se colocam agora em campo, para captar recursos junto a instituições, empresas e pessoas que queiram associar sua marca ou seu nome a um evento de indiscutível valor sócio-cultural que, ampliarão sua visibilidade junto ao público, pois a marca ou o nome será exibido durante toda a programação do evento no painel de fundo do palco e também no contexto e na contracapa do DVD que será editado para ser doado a universidades, escolas e entidades sociais.O apoiador/patrocinador será também mencionado em todas as mídias onde o evento for divulgado.
Como nos anos anteriores, após a abertura do Evento da Amazônia, será recitado um poema em que a Semântica “Belém, porto-poema da Amazônia” será explicada. Sucedendo-se depois no palco, blocos de poetas apresentando sua obra, intercalados por números musicais.

No final, o violonista paraense de renome internacional, Salomão Habib, será homenageado por sua extensa pesquisa de mais de 25 anos sobre a vida e a obra do músico paraense Tó Teixeira. Após a apresentação musical de Habib, com a participação de Márcia Waina Kambeba, autêntica representante da etnia Omágua/Kambeba, ele será agraciado com uma placa em que ficará consignado o reconhecimento dos 100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças e do público paraense, pelo trabalho, pela vitoriosa carreira e por sua arte, “o único bem que imortaliza o ser humano”, segundo o próprio Salomão Habib.


Salomão Habib, o grande homenageado deste ano.



domingo, abril 20

A SEGUNDA VINDA William Butler Yeats / Tradução de Pedro Calouste


Catedral do Rio de Janeiro
GIRANDO e girando na espiral que se amplia
O falcão não consegue ouvir o falcoeiro;
As coisas dissolvem-se; o centro não segura;
A mera anarquia é dissipada para o mundo,
A maré escura de sangue é perdida, e em qualquer lugar
A cerimónia da inocência se afunda;
Aos melhores lhes falta toda a convicção, enquanto os piores
Estão plenos de intensidade apaixonada.

Certamente alguma revelação estará à mão;
Certamente A Segunda Vinda estará à mão.
A Segunda Vinda! Mal saem estas palavras
e uma larga imagem vinda do Spiritus Mundi

Perturba a minha visão: algures nas areias do deserto
Uma forma com corpo leonino e cabeça de homem,
Um olhar fixo em branco e impiedoso como o sol,
Faz mover-lhe as coxas lentas, enquanto sobre ela
Oscilam sombras de pássaros indignados do deserto.
A escuridão cai de novo; mas agora sei
Que vinte séculos de um sono pedregroso
Se precipitaram no pesadelo por um berço que embala.
E qual besta em fúria, a sua hora vem por fim,
Arrastar-se-á até Belém para nascer?


Nem sempre concordo com o que o Arnaldo Jabour fala na coluna dele no Jornal da Globo. Mas na última sexta-feira chamou-me atenção o poema acima, que ele declamou após a matéria acerca das medidas adotadas pela Arquidiocese do Rio de Janeiro no sentido de cancelar, por medida de segurança dos fiéis, todas as cerimônias religiosas da Semana Santa que se realizariam na Catedral do Rio de Janeio, que está sitiada por manifestantes, depois de terem sido retirados da Câmara dos Vereadores do Rio.

Fiquei tão intrigado que pesquisei imediatamente na internet e o encontrei no excelente site da poeta lusitana Sylvia Beirute. Após agradecer ao tradutor para o português, a poeta comenta que “A Segunda Vinda (The Second Coming) é um dos mais importantes poemas da poesia moderna, usando de um vocabulário cristão que remete para o Apocalipse, sendo que esta segunda vinda é uma alegoria para descrever a atmosfera do pós-guerra europeu. Por aquilo que se vive actualmente, com incidência na economia mundial e prementemente na irlandesa, creio que a leitura deste poema faz hoje todo o sentido.”.

Ratifico as palavras de Sylvia Beirute, constatando a adequação do poema aos tristes dias que vivemos hoje em nosso país. 

Compartilho com vocês agora, o poema em sua língua de origem:

THE SECOND COMING

TURNING and turning in the widening gyre
The falcon cannot hear the falconer;
Things fall apart; the centre cannot hold;
Mere anarchy is loosed upon the world,
The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity.

Surely some revelation is at hand;
Surely the Second Coming is at hand.
The Second Coming! Hardly are those words out
When a vast image out of Spiritus Mundi

Troubles my sight: somewhere in sands of the desert
A shape with lion body and the head of a man,
A gaze blank and pitiless as the sun,
Is moving its slow thighs, while all about it
Reel shadows of the indignant desert birds.
The darkness drops again; but now I know
That twenty centuries of stony sleep
Were vexed to nightmare by a rocking cradle,
And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born?

quinta-feira, abril 17

100 MIL POETAS E MÚSICOS HOMENAGEIAM SALOMÃO HABIB


Salomão Habib (e), o grande homenageado.


O violonista paraense de renome internacional Salomão Habib será o grande homenageado na versão deste ano do  “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”,  evento da Amazônia que será realizado mais uma vez no Anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, no sábado dia 27 de setembro, de 18 às 22 horas.  

É o reconhecimento dos poetas e músicos da Amazônia pela brilhante carreira internacional de Habib e especialmente pela profunda pesquisa por ele realizada, em mais de 20 anos, acerca da vida e da obra de Tó Teixeira, um homem do povo de Belém que marcou a vida cultural da Metrópole da Amazônia, no início do século passado. Naquela época, sequer o rádio existia no Brasil, as músicas eram executadas, em função das partituras, nos saraus em casas de família, que sempre tinham um piano, e nos mais de vinte teatros que havia em Belém, à época.



O trabalho de Salomão contempla a biografia e o registro completo da extensa produção de Tó Teixeira, em dois livros, um sobre a vida de Tó e outro com as partituras de suas músicas, além de 3 CDs com as músicas e um videodocumentário em DVD conduzido por  Habib com a  participação de diversos músicos e intelectuais paraenses, conversando sobre a história das músicas e da vida de Tó. No documentário são narradas também, passagens da verdadeira saga que foi a pesquisa. Tem agora o público paraense, meios para conhecer melhor a vida e a produção musical de Tó Teixeira, o Poeta do Violão.

          A semântica deste ano do  “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” será “Belém – Porto Poema da Amazônia”, mais uma inspiração do poeta e escritor paraense Daniel da Rocha Leite, sintonizado com a proposta de Belém ser reconhecida como a Capital Amazônica da Poesia. O poema de abertura do evento será de autoria do poeta, escritor e professor Alfredo Garcia Bragança,

          O coordenador técnico Rosenaldo Sanches já articulou a estrutura de palco,   uma necessária antecipação de providência, em razão da proximidade do evento e as eleições deste ano, época em que essas estruturas ficam comprometidas com as campanhas políticas, como foi percebido em 2012.  Também estão em curso medidas para a transmissão em tempo real, via Internet, do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, evento da Amazônia. 
  
Obras da fotoartista e poeta Ylen brito,  uma foto da Samaumeira do Hangar, ícone do evento, e outra da  orla de Belém, mixadas, ilustrarão a semântica “Belém, Porto Poema da Amazônia” no material de divulgação do evento.

O “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” foi trazido pra Belém pelo poeta Benny Franklin, amigo dos idealizadores os  poetas e ativistas americanos Michel Rothenberg e Terry Carrion. A proposta é a  reunião de poetas, músicos e criativos em geral,  em ambiente aberto ao público, nos mais diversos lugares do planeta, num mesmo dia do ano, para mostrarem sua produção, privilegiando a  glocalidade – visão global e realidade local, destacando problemas específicos da realidade do lugar, conjugados a temas como  a busca da paz mundial, a sustentabilidade do planeta, o não às guerras e à violência e temas afins.



A data escolhida para este ano foi o sábado 27 de setembro. Até o momento, mais de 300 eventos já estão inscritos em mais de 100 países.