quarta-feira, outubro 10

A FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO E EU




          A XXVI Feira Pan-Amazônica do Livro encerrou-se no domingo, 30 de setembro, repetindo o sucesso de todas as edições desse evento literário, que ocorre todos os anos, em Belém do Pará. Minha relação com ela foi gratificante e promissora.

           Comprometido com a organização do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, evento da Amazônia, que se realizou no sábado, dia 29 de setembro, e que, graças a Deus, foi um sucesso, não pude, este ano, fazer o que sempre fiz, nas edições anteriores da Feira Pan-Amazônica do Livro e sempre faço em eventos semelhantes: ficar pelo menos um dia inteiro, sozinho, “garimpando” títulos interessantes. Ainda assim, comprei pelo menos meia dúzia de livros. Tenho literatura “de sobra”, para ser degustada por muito tempo. E o que é melhor: literatura paraense contemporânea. E de qualidade.


Com Roberto Carvalho de Faro
                Estive na Feira, em duas ocasiões, especialmente para prestigiar amigos “do peito”. Primeiro, o imortal Roberto Carvalho de Faro, que teve seu livro “Arrastado pela Correnteza”, lançado pela Academia Paraense de Letras. Essa obra que já foi objeto de matéria específica neste blog. Prestigiei também a noite de autógrafos, das obras do amigo e irmão de alma e de sonhos, Daniel Leite. “Girândolas” eu já “consumi”, nestes poucos dias. Leio agora, outro livro de Daniel, o AVE EVA, e já está na fila de leitura, o ELAS. Todas, obras “de primeira”. Imperdíveis. Recomendo.

                Mesmo sem tempo para me “perder” entre as obras da Feira Pan-Amazônica e nos eventos especiais da sua programação, tive a felicidade de assistir no domingo de abertura, a homenagem ao falecido maestro e compositor santareno, Wilson Fonseca, feita por seus familiares e admiradores, no ano do Centenário de Isoca, como conhecido por seus conterrâneos.  Com seminário sobre o conjunto da vastíssima obra do Maestro, que vai da música sacra à popular, inclusive o Hino de Santarém, e apresentação de algumas dessas obras. Os presentes naquele auditório comoveram-se com a emoção do desembargador federal do trabalho, Vicente Malheiros da Fonseca, filho de Isoca e também compositor, especialmente ao descrever os últimos momentos de vida do Maestro, ocasião em que ele, Vicente, compôs um réquiem para o pai.

                A Feira Pan-Amazônica do Livro deste ano marcou também,  minha estreia no Estande do Autor Paraense, graças ao empenho do Daniel Leite, que no “apagar das luzes”, conseguiu inserir o meu livro “Causos Amazônicos”, dentre as obras expostas naquele Estande. Uma experiência marcante para mim, que me levou a posicionar-me junto aos organizadores, para que o “Causos Amazônicos” esteja noutras Feiras e noutros espaços futuros.

                Na noite do encerramento, encontrei-me no Estande do Autor Paraense, com o meu amigo Giovanni Miléo, consultor e autor do livro “Automotivação e Linguagem Corporal”, dentre outras obras. Cada um de nós comprou o livro do outro. Logo na segunda-feira, pela manhã, recebi e-mail do  Giovanni, com o seguinte comentário:

               Bom dia, Octavio!
  
                   Meu amigo, comecei a ler o seu livro e tenho me divertido muito.

                   Você escreve muito bem. O texto é dinâmico, leve, gostoso de ler.

                   E como é bom ler um texto com o nosso cenário e o nosso vocabulário.

                   Excelente livro, e para mim, de agora em diante, tenho você como um Veríssimo da Amazônia.

                   Parabéns, o livro está excelente.

                  Pode seguir na carreira que você tem talento. Dá show.

                  Conte comigo.

                   Um forte abraço e fique com Deus.”


                Dá pra ver que o Giovanni foi generoso comigo. Eu, um Veríssimo? Diante do cronista gaúcho, não passo de um escritor “liliputiano”, como descrevo o personagem Little Box, na crônica “O Pequeno Caixa so London Bank”, no “Causos Amazônicos”.

Giovanni, agradeço de público, seu incentivo. Palavras como as suas estimulam a gente. De tal maneira que me sinto motivado a confessar que já estou “gestando” minha primeira obra de ficção. Como sempre, situada na Amazônia. Bem como, tenho um tema para um ensaio, também de interesse para o povo paraense, especialmente o de Belém. Tudo matéria para ser desenvolvida, a partir de 2013, quando já aposentado do TCU, pretendo dedicar-me à literatura e à comunicação.

Um abraço amazônico em você, Giovanni, e em você, leitor. Um Feliz e Abençoado Círio de Nazaré, para todos nós!
                               


domingo, outubro 7

“100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, uma experiência que veio para ficar




Michel Rothemberg
         “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”  nasceu ano passado, nos Estados Unidos, fruto da ideia dos poetas e ativistas Micahel Rothenberg e Terry Carrion de, num determinado dia do ano, poetas, escritores, músicos e outros criativos, dos mais diversos lugares do mundo, reunirem-se para declamar, ler textos, cantar e fazer outros tipos de apresentações artísticas, buscando a interação com o público, em torno da busca da Paz mundial, da sustentabilidade do planeta e de outros temas afins.  
            

Terry Carrion
      
                
       Este ano, a data escolhida foi o sábado, dia 29 de setembro passado. Dentre os mais de oitocentos eventos ocorridos, em mais de cem países do mundo, destacou-se, segundo os idealizadores, o Evento da Amazônia, que aconteceu no Anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, em Belém do Pará.




Anfiteatro S. Pedro Nolasco
 
     Para os realizadores locais, os poetas e escritores, Benny Franklin, Antonio Juraci Siqueira,  Daniel Leite, Jorge Andrade, Octavio Pessoa e o imortal Roberto Carvalho de Faro, que teve participação especial, nas reuniões preparatórias e na própria realização do evento, como piloto, o programa foi aprovado e já se movimentam em torno do evento de 2013 do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”



                
Antonio Juraci Siqueira

Relembrando meus tempos de locutor de rádio AM, na minha juventude, conduzi a programação do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, aberta pelo poeta Antonio Juraci Siqueira, com o seu poema “Canção para fazer da Paz um Verbo”. 



Daniel Leite


Na sequência, o poeta e escritor, Daniel Leite, idealizador da semântica do evento, explicou ao público, o sentido de “Fazer da Paz um Verbo”.



   
         Quase duas dezenas de poetas, escritores e cantores sucederam-se no palco, que teve como cenário, figuras do imaginário e da realidade amazônica, como a cobra grande, o boto e o búfalo marajoara. 


       O evento da Amazônia do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” teve também a presença inevitável da chuva do verão amazônico, o que, para poetas, não é motivo de desânimo. Pelo contrário. É pretexto para juntar-se ao público e tocar  informalmente a programação.

A chuva amazônica registra presença

           O público que lotava as arquibancadas do Anfiteatro São Pedro Nolasco misturou-se com os poetas, escritores e  músicos,  que prosseguiram informalmente com a programação, entre as mesas do Bar Marujo’s, da Estação das Docas.



Octavio Pessoa dirige-se a Juraci Siqueira. 
No Marujo's, eu li o poema “Desagravo ao Grande Poeta”, que fiz inspirado nas manifestações encaminhadas a Antonio Juraci Siqueira, após ter lido o livro “Descom/Postura Acadêmica”, em que Juraci compilou as manifestações de diversos intelectuais paraenses, depois da decisão da Academia Paraense de Letras que lhe negou assento de imortal. 


A decisão da APL, diga-se, não agravou tanto a Juraci, que nunca teve por projeto de vida ser imortal, mas principalmente à memória do imortal Alonso Rocha, cuja cadeira estava sendo disputada. Em vida, aquele acadêmico sempre externou o desejo de ser sucedido na APL, por Juraci Siqueira, numa justa homenagem ao conjunto da obra do Boto, como Juraci é conhecido. Desejo que foi expresso, nas exéquias de Alonso, por diversos familiares seus, na presença de tantos imortais.



domingo, setembro 16

COMISSÃO ORGANIZADORA “ARREDONDA” O EVENTO DA AMAZÔNIA E APONTA RUMOS PARA O FUTURO.




          Está cada vez mais instigante a preparação do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, Na quinta-feira passada, com a presença especialíssima de Roberto Carvalho de Faro, a Comissão reuniu-se para definir a programação do evento e, durante a reunião, vislumbrou-se em que poderá se tornar esse verdadeiro movimento que se inicia, com a estruturação do evento da Amazônia do 100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”.

Roberto, Daniel Leite, Juraci e Octavio 
          Já “rolava” a reunião, quando chegou o e-mail da Organização Pará 2000, confirmando o previamente acertado com a  a Sra. Jailce Ribeiro, Supervisora Cultural daquela entidade, quanto à cessão, sem ônus, do Anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, para a realização do evento que promete agitar o meio cultural de Belém.   No ofício é expressa a satisfação da presidente da Pará 2000, Sra. Gabriela Landé,  de ser parceira do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”. Na sexta-feira, Benny Franklin e Octavio Pessoa estiveram naquela Organização Social,  agradecendo o apoio e acertando detalhes operacionais. Questões como sonorização e iluminação e a confecção de bonés, camisetas e impressos com a logomarca criada pelo publicitário Rui Bastos, estão agora, na ordem do dia.

Roberto, Juraci, Benny e Daniel

          Ficou definida também, a realização de uma reunião prévia dos Poetas e Músicos que participarão do Evento da Amazônia. Não para ensaiar porque, pela própria natureza da iniciativa, nela devem prevalecer a espontaneidade e a descontração. O objetivo da reunião é promover-se o entrosamento dos participantes.

          Concluiu-se pela aceitação da oferta do  Sr. Mauro Brito, do Serpro, no sentido da comissão Organizadora do Evento da Amazônia assumir a responsabilidade pela programação cultural do V CONSEGI -  Congresso Internacional de Softwer Livre e Governo Eletrônico, que se realizará pela primeira vez fora de Brasília, de 3 a 7 de dezembro, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. A Comissão assume o empreendimento e o encara como um desafio, que vem ao encontro do pensamento dos organizadores, de que a organização do Evento da Amazônia seja o embrião de uma estrutura permanente, voltada para a união e a mobilização dos poetas, escritores, músicos e outros, na abertura de espaços para os criativos e destinada a influir na adoção de políticas públicas  voltadas ao prestígio e ao desenvolvimento da cultura popular.

          Acertou-se também, que Antonio Juraci Siqueira e Benny Franklin acompanharão o  escritor Octavio Pessoa,  na visita que fará ao Centro Cultural “Amigos da Paz”, do bairro da Pedreira, no domingo, dia 23 de setembro, a partir das cinco da tarde, convidado que foi para “bater um papo” com os comunitários. Octavio falara sobre a importância de se conhecer e valorizar a literatura regional, especialmente a paraense, contemporânea.


Idealizado pelo ativista Everardo Lopes de Aguiar, o “Amigos da Paz” é um espaço de uso público, destinado a acolher manifestações criativas, artísticas e culturais diversas. Um lugar para se ler, declamar poesia, tocar instrumentos, cantar, fazer malabarismos, apresentar peças de teatro, expor quadros, fotografias, assistir a filmes, dança, dentre outras atividades, como explica Maira Neves, filha de Everardo e coordenadora daquele Centro Cultural. O prédio foi construído com recursos próprios do idealizador e realizador, Everardo, que hoje vive em Brasília e é amigo pessoal de Octavio. O salão, com capacidade para 40 pessoas, tem infraestrutura necessária para as finalidades a que se destina e fica na Travessa Vileta, 131, próximo ao Canal do Galo.

No “bate papo”, Octavio lerá crônicas de seu livro “Causos Amazônicos”, de que serão sorteados alguns exemplares, entre os presentes. Também serão ofertados exemplares dos livros do poeta e escritor Daniel Leite, que estará impossibilitado de comparecer ao “Amigos da Paz”, no dia 23, em face de sua participação na Feira Pan-Amazônica do Livro. Benny e Juraci também conversarão com os presentes, declamarão e lerão textos de sua autoria.
          O poeta e escritor Roberto Carvalho de Faro, que terá seu romance “Arrastado pela Correnteza”, lançado, também no dia 23, a partir da s 11 da manhã, na Feira Pan-Amazônica do Livro, externou sua alegria de participar da  reunião,  conversou sobre o atual momento da cultura paraense e estimulou os organizadores a prosseguirem com seus projetos. A comissão decidiu que Roberto será especialmente homenageado no Evento da Amazônia, do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”.
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quarta-feira, setembro 12

“ARRASTADO PELA CORRENTEZA” SERÁ LANÇADO NA FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO.




                Lançamento de livro imperdível, na próxima edição da Feira Pan-Amazônica do Livro. Trata-se do “Arrastado pela Correnteza”, de autoria do meu amigo Roberto Carvalho de Faro.  
            Roberto tem considerável produção literária. Escreveu os romances “Juntando os Cacos”, “Arrastado pela Correnteza”, “Depois da Tempestade” e “O Guindaste Amarelo”, os contos “A Criança e a Guerra”, “Que deus é esse?”, “Casos do Mestre Porfírio”, “Presságios & Promessas” e os livros de poesias, “Tempos Líricos” e “Dimensão do Tempo”.
            Sobre “Arrastado pela Correnteza”, Ildefonso Guimarães, pai, diz que nele, o “leitor se depara com a personagem central, transpirando mistério, surgida num cenário amazônico de tanta nitidez, que somente um hábil desenhista, como sói ser na realidade o autor do romance, poderia pintar com tal poder de minúcias. Inopino, com sua indagativa figura, Florêncio (o protagonista) é introduzido na estória e mostrado numa espécie de caleidoscópio de acontecimentos emergentes, todos de inalterado desdobramento factual, em que as portas se lhe abrem num crescendo de acontecimentos felizes, até o clímax inesperado, quando a correnteza o conduz ao surpreendente desfecho, que o leitor naturalmente encontrará lendo o texto galvânico de Roberto de Faro”.
            “Afinal, quem é Florêncio para Terezinha (Teca) e para os leitores? Na força dos seus dezenove anos, era mulher para o que desse e viesse. Não enjeitava trabalho, ainda mais ao lado do homem que amava e respeitava.  A cada dia mais crescia o amor e mais aumentava o respeito. E esses dois sentimentos entrelaçados deviam-se à personalidade incompreensível, mas cativante de Florêncio, que dava sempre a impressão de estar no limiar entre dois mundos tão opostos. Um, bem terra-terra, palpável e até primitivo. O outro, volátil, indecifrável, fora de alcance e compreensão. Talvez essa ambiguidade fosse a causa e o motivo da atração que aquele homem exercia sobre as pessoas. E isso sem intenção nem cálculo. Terezinha, sem atinar, sentia-se fisgada por esse incompreensível sentimento. E por todos os meios lutaria para continuar assim: uma ardorosa devota de uma entidade perto/distante; palpável/intangível. E Florêncio, refestelando-se com a deliciosa comida, jamais poderia imaginar que estava sendo cultuado pela jovem companheira, como se fosse um Deus”, é a descrição dos personagens, na orelha esquerda do livro.
            O lançamento, iniciativa da Academia Paraense de Letras e da Editora Paka-Tatu, será no estande da Academia Paraense de Letras, na Feira Pan-Amazônica do Livro, no dia 23 de setembro, domingo, a partir das 11 da manhã.
            Vamos prestigiar o lançamento da obra desse caboclo amazônida, que nasceu Roberto Carvalho, mas optou por inserir, em seu nome literário, sua terra de origem, Faro, no Oeste do Pará,  e hoje, é premiado escritor e imortal da APL. 

segunda-feira, setembro 10

O LOCAL E A SAMAUMEIRA. JORGE ANDRADE ENTRA EM CENA




            A Comissão Organizadora do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, evento da Amazônia, reuniu-se extraordinariamente, na terça-feira passada, para discutir alternativas de local, para a realização do evento, ante a inviabilidade de se dar, no entorno da samaumeira, do Hangar Centro de Convenções da Amazônia, que era a ideia original. Mesmo com toda boa vontade da Coordenadora da Feira Panamazônica do Livro, Dra. Andressa Malcher, ficou patente a impossibilidade do evento acontecer naquele local, ante logística exigida, para a realização da Feira.

            Por ser o “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” uma realização em que deve prevalecer o máximo de espontaneidade, devendo se dar em local aberto, para proporcionar o máximo de interatividade com o público, a Comissão achou adequado buscar espaços alternativos, como o Anfiteatro São Pedro Nolasco e o Anfiteatro do Gasômetro, no Parque da Residência. Requerimentos já foram encaminhados à Organização Pará 2000, entidade mantenedora da Estação das Docas, onde fica o São Pedro Nolasco  e à Secretaria de Cultura, Secult, a que está vinculada a Estação Gasômetro.

            Mas a samaumeira continuará sendo o nosso símbolo, ante o significado emblemático que ela tem para nós e para a Amazônia.

            A reunião extraordinária foi enriquecida com a presença do poeta, escritor, letrista, cronista, professor, Jorge Andrade, que por motivos profissionais não comparecera ainda, às runiões. Uma pena que o poeta e escritor Daniel Leite não tenha podido comparecer à reunião, também por motivos profissionais. Se ele estivesse presente mais interessante ainda, teria sido a reunião da Comissão Orgnizadora. Na próxima, que será na quinta-feira, dia 13, certamente Andrade e Leite estarão presentes e aí, a Comissão estará completa.

            Na parte informal, após a discussão da pauta da noite, ofertei ao Jorge, um exemplar do meu livro, “Causos Amazônicos”, como faço com todos que vem pela primeira vez à minha casa. No bate papo que se seguiu, li umas duas ou três crônicas, para os presentes. No dia seguinte, tive a grata satisfação de receber um e-mail do Jorge, com o este  comentário, que eu compartilho agora, com você:

Juraci Siqueira, Benny Franklin e Jorge Andrade
“Salva, Octavio, um nome realmente incomum, pois tem ascendância a uma grafia portuguesa, com um "c" mudo mas quem sabe lá em Lisboa ou adjacencias talvez da boca de algum patrício possa se ouvir, e tem a tônica mas não é acentuado: coisa de português mesmo!!!!. Isso é que se  pode dizer de um caso sério para os gramáticos, a simiótica, enfim, mas o nome é este, e assumir este nome com esta grafia é sua sina, podendo até vir a ser um "causo" semelhante aos da vasta região de onde ele veio.
 Suas crônicas, récem-amigo, são saborosíssimas, ressoam horas, em mim mais de uma noite, pois acordei com o berro do bebum pescador e exímio salgador, e o Mandií na cabeça, além dos outros que vieram de enxurrada, me fazendo rir. Boa, boa!! Agradecido pelo livro, vou saborear feito as conversas de beira de mesa de cozinha ou rede em varandas.

A crônica é a prima-pobre das ficcões, uns críticos nem a consideram tal coisa, mas a estes tenho dó, porém foi aqui nesta terra, mas foi nos trazida pelos viajantes portugueses, que ela floresceu e chegou a categoria tal que levou a uma dimensão Excelsior, nas mãos de um Carlos Drummond, Fernando Sabino, Rubem Braga e outros.

Somos cronistas por natureza, nosso papo ontem poderia bem ser uma aula sobre ela, só olhando pela cena nada surreal: um boto de chapéu usando celular, um caboco de parintins falando e atento ao notbook, dois incrédulos caindo de para-queda tentando se ajustar à moldura da tela, tudo isso em ilha de selva á beira do asfalto. Prato cheio pra crônica do dia seguinte.

 Abraços, amigo, e vamos que vamos nessa aventura...”

Juraci Siqueira, Octavio Pessoa e Jorge Andrade

                           Obrigado, Jorge. Só não concordo quanto aos “dois incrédulos caindo de paraquedas, tentando se ajustar à moldura da tela”. Em torno da mesa, além do Juraci e de mim, encontravam-se dois premiados expoentes da literatura paraense, Jorge Andrade e Benny Franklin, que serão cada vez mais reconhecidos e premiados, não só por sua indiscutível competência literária, mas também pelo comprometimento com a causa que todos nós abraçamos, a realização do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, evento da Amazônia.




domingo, agosto 26

O evento da Amazônia do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudança” será o de Belém.


                 
          Já está sendo organizado o “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”, que será  o evento da Amazônia.

A iniciativa, provocada pelos poetas e ativistas americanos, Michel Rothenberg e Terri Carrion, começou no ano passado. Poetas de todo o mundo, reuniram-se em 650 eventos, realizados em 550 cidades de 95 países, no dia 24 de setembro, no “100 Thousand Poets for Change” (Cem Mil Poetas por Mudança). Este ano, os músicos foram juntados aos poetas, no enunciado do evento, que é aberto a outros tipos de manifestações culturais, como mímicos e manipuladores de marionetes, dentre outros.  

        O “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” propõe a mudança da forma de se ver a comunidade local e a global, ante a alienação generalizada em que mal conhecemos nossos vizinhos de rua e muito menos os aliados criativos, que tem angústias semelhantes, mesmo morando em outros locais e países, que padecem dos mesmos problemas: guerras, crimes ambientais, falta de assistência médica para todos, violência institucionalizada, omissão de autoridades e discriminações de toda ordem. O que torna necessária a solidariedade local e global. Um mundo mais sustentável, a cultura da paz, a luta pela mudança política e social constituem objetivos dos eventos do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudança”,  cada grupo local podendo focar áreas específicas para a mudança, em seu evento particular.

Poetas, escritores, músicos, artistas em geral e todos que queiram se reunir, para criar e executar, educar e demonstrar, são pessoas que podem desencadear esse processo de mudanças, simultaneamente com pessoas de outras comunidades, de todo o mundo.

A data escolhida para os eventos dos “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” deste ano, em todo o mundo, é o sábado, 29 de setembro. Mais de 700 eventos, em 100 países estão inscritos, até agora. 

O poeta paraense Benny Franklin, organizer do  evento de Belém do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças” convidou os poetas/escritores Antonio Juraci Siqueira, Carlos Correia Santos, Daniel Leite, Jorge Andrade e Octavio Pessoa para formarem a Comissão Organizadora.

Por sugestão do poeta e escritor Antonio Juraci Siqueira, a Comissão escolheu a Samaumeira do Hangar Centro de Convenções da Amazônia, para símbolo e o entorno daquela árvore, para o local de realização do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”. Articulações estão em curso com o Departamento de Eventos do Hangar, que está sensível à realização do evento, que coincidirá com o encerramento da Feira Panamazônica do Livro.

“Fazer da Paz um Verbo” foi a semântica sugerida pelo poeta/escritor Daniel Leite e acatada pela Comissão, para o evento da Amazônia, do “100 Mil Poetas & Músicos Por Mudanças”. Flyer e Banner, com o símbolo e a semântica já foram produzidos, com apoio do publicitário Rui Bastos. 
A Comissão se debruça agora, sobre a produção do e-mail coletivo dos organizadores, do blog e da página do Facebook e também, ao convite aos potenciais participantes, à logística para a realização evento e à futura convocação do público em geral, via mídias impressas, eletrônicas e redes sociais.
             
Benny Franklin, Octavio Pessoa, Daniel Leite e Juraci Siqueira
            

domingo, julho 15

“CAUSOS AMAZÔNICOS”. Sobre o lançamento e como comprar.



              “Planta uma árvore, tem um filho e escreve um livro, para seres um homem completo”, diz um adágio popular. Pra mim, só a morte nos completa. Mas, após ter plantado muitas árvores e ter tido um casal de filhos, foi indescritível o que senti no lançamento do meu primeiro livro, o “Causos Amazonicos”.

 Escrever um livro é comparável à gestação de um filho, acredito. Mesmo quando se trata de uma coletânea de crônicas, pois não basta apenas compilá-las. A edição é um processo cheio de tensão, angústia e transpiração. E, por maior que seja o cuidado, alguma falha sempre é possível. E raramente não acontece.



       


Ver o livro pronto é como ver o filho recém-nascido. E o lançamento é alguma coisa parecida com a festa de batizado ou, sei lá, a apresentação da criança aos parentes e amigos. Há quem veja na noite de autógrafos uma demonstração de vaidade. Eu penso diferente. Toda realização deve ser festejada. 





Por isso, no dia 21 de junho passado, quando foi lançado o “Causos Amazônicos”, eu estava realmente muito contente. Compareceram amigos que há tempos eu não via. Parentes prestigiaram o evento, como o meu primo José Maria Pessoa e sua filha, Artemiza, que vieram  de Parintins, minha terra natal, especialmente para a noite de autógrafos. Como diz o Roberto, “são tantas as emoções”. É gratificante você sentir as pessoas compartilhando de sua felicidade. E eu agradeço a todos que compareceram.




Setenta e dois exemplares foram vendidos naquela noite e, a esta altura, quase duas centenas já foram vendidos, somando-se as vendas de livrarias de Belém e os adquiridos diretamente de mim, por amigos de Belém ou de outras cidades. Há casos como o do amigo Artur Piedade, aqui de Belém e o do companheiro, Eliseu Mendes Barbosa, do Rio de Janeiro, que, após o primeiro exemplar, adquiriram mais dez exemplares, para brindar os amigos.



Até o momento, o “Causos Amazônicos” é encontrado, em Belém, na livraria da editora Paka-Tatu (Travessa 14 de Março, entre Diogo Moia e Oliveira Belo), na  livraria da Fox Vídeo da Rua Dr. Moraes (entre Avenida Conselheiro Furtado e Rua dos Mundurucus), na livraria Ná Figueiredo, do mezanino da Estação das Docas e, brevemente, nas livrarias Newstime. O preço em Belém é R$ 25,00

Cuido agora, da distribuição para outras capitais. Enquanto isso não acontece, pedidos podem ser feitos diretamente ao autor, pelo e-mail octaviopessoa8@gmail.com , informando o endereço de entrega e comprovando o depósito, na conta 175.187-5, Agência 4451-2, do Banco do Brasil, do valor de R$ 30,00. Preço válido para qualquer lugar do Brasil.



quinta-feira, maio 31

“Causos Amazônicos” será lançado no dia 21 de junho.



           Definido. O lançamento do livro de crônicas, de minha autoria, “Causos Amazônicos” será lançado na quinta-feira, dia 21 de junho. O horário e o local serão os mesmos que estavam previstos inicialmente, para o dia 26 de abril: a partir da 19 horas, na livraria da Fox Vídeo, da Dr. Moraes.
            O lançamento não se deu naquela data, em razão do acidente doméstico que sofri, no dia 16 de abril, com fratura do tornozelo direito. A mais recente radiografia revela que o osso fraturado, fíbula (antigo perônio), já está 100% consolidado, tendo meu médico ortopedista, Dr. Hilmar Tadeu, autorizado a realização de fisioterapia digamos, hard, ou seja, em pé. Antes eram exercícios feitos no meu pé, comigo deitado ou sentado na cama, pelo competente fisioterapeuta Hugo Figueiras, que “já disse a que veio”.
            Como tenho certeza de que, no decorrer do mês de junho estarei me locomovendo, retomei as estratégias de  lançamento do livro, articulando com meu editor, Armando Alves Filho, diretor da Paka-Tatu e com a Deborah Eluan, da Fox Vídeo. Ficou assegurada a data de 21 de junho, para a noite de autógrafos.
O “Causos Amazônicos”, além da recomendação da professora Amarilis Tupiassu, inserida em postagem anterior, contém também, na orelha direita, as opiniões do falecido professor Meirevaldo Paiva e do professor Oswaldo Coimbra:



“Surpreso estou eu com suas belíssimas crônicas sobre o cotidiano de Parintins ou de Belém. Gostei demais das primeiras que eu li e acredito que as outras estejam no mesmo nível de observação e de estudo das pessoas e do mundo.”
        Meirevaldo Paiva (in memoriam)

“Não sou crítico literário, mas o acúmulo de experiência em lidar com a produção de textos - meus e dos alunos das faculdades onde lecionei - me permite identificar várias qualidades nos seus textos. Eles são claros, escritos numa linguagem correta, dotados de humor - uma qualidade rara - e, sobretudo, expressam certo enternecimento com a ‘comédia humana’, o que certamente distingue quem é verdadeiramente um escritor.”

Oswaldo Coimbra

Nas ilustrações, você vê a capa do livro com a as informações do lançamento e a foto da contracapa, que contém o resumo de minha biografia.

            Aguardo por você, na Fox da Dr. Moraes, no dia 21 de junho.

            Octavio Pessoa            


sexta-feira, maio 11

O DIA DAS MÃES: Drumond, eu e Santo Agostinho.



       O “Dia das Mães” é uma data que mexe com qualquer um de nós. Os que ainda  tem  mãe viva e também os que ganharam um anjo junto ao Senhor, na figura da mãe, que passou para o outro lado da Vida. Este é o meu caso.

     Pesquisando uma poesia, para homenagear as Mães, encontrei esta de Carlos Drumond de Andrade: 


MÃE, para sempre: 

Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.



          Li e reli diversas vezes e lembrei-me da mensagem que escrevi  e li aos presentes na Celebração da Esperança, no sétimo dia após a subida de minha mãe. Começo o texto, citando Drumond e encerro com um texto de Santo Agostinho, super adequado para fechar meu  texto, em que coloco exatamente o que penso da vida e da morte e ainda, deixo expresso quem foi a minha mãe, para mim e para todos seus filhos e filhas. Veja a mensagem:

Parentes e amigos,

O poeta Carlos Drummond de Andrade, num belíssimo poema sobre a lembrança daqueles a quem amava, imaginava-se num salão onde um banquete reunia todos os que já haviam partido e lhe eram próximos. Todos apenas esperavam por ele, inclusive sua filha única e muito amada, que ele descreve como “seu verso mais perfeito senão o único”

Penso ser da natureza deste mundo que nossos versos mais perfeitos também tenham que partir. Assim devemos encarar a Páscoa, a passagem da vida terrena para a Vida Eterna, ocorrida há sete dias atrás com a nossa querida mãe, YOLANDA PAULAIN FERREIRA- um grão de trigo que cumpriu a missão das Sagradas Escrituras, assim colocadas por João, capítulo 12, versículo 24 “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muitos frutos”.

Estas palavras de Jesus são mais eloquentes  que qualquer tratado. Revelam o segredo da vida. Não existe alegria de Jesus que não seja fruto de uma dor abraçada. Não há ressurreição sem morte. Jesus fala de si mesmo e explica o significado da sua existência. São palavras que dão sentido à nossa vida, ao nosso sofrimento, à morte quando chega, como chegou para a mamãe. 

A fraternidade universal pela qual desejamos viver, a paz, a unidade que queremos construir ao nosso redor é um vago sonho, uma ilusão, se não estivermos dispostos a percorrer o mesmo caminho traçado pelo Mestre.

E a mamãe teve uma vida frutuosa. Ela não foi só um grão. Morreu e se transformou numa árvore generosa que deu muitos frutos. O mais lindo de todos, a nossa família. Que sempre esteve ao lado dela, celebrando a Vida, até o fim. Ela será sempre exemplo para todos nós, seus descendentes e todos os que privaram de sua convivência. Sua ausência será sentida, mas sua memória permanecerá em todos nós que fomos tocados por aquela vida tão simples, tão linda, tão honrada, tão digna.

Caríssimos, precisamos seguir acreditando e esperando que Deus, Aquele que nos contém, nos anima e nos protege, que Ele opere o milagre do tempo, transformando nossa dor em saudade. E, como o poeta, acreditemos na existência daquele salão, onde cedo ou tarde, nos reuniremos mais uma vez com aqueles que amamos. Pois o Amor, esta força fundamental, nos permite transcender o tempo e o espaço.

Concluindo, tenhamos certeza de que, lá de onde a mamãe está, ela, sorrindo, confirma estas palavras de Santo Agostinho: 
             
“A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Orem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora de seus pensamentos,
Agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho....
Você que aí ficou, siga em frente,
Linda e bela, como sempre foi, A VIDA CONTINUA.”